sexta-feira, 9 de maio de 2008

FORMATO DA LÁGRIMA
lisieux


Quando não nasce o meu poema,
aprisionado
nas entranhas do meu ser,
fica calado
e impedido de mostrar
o sentimento...

Quando não correm os meus dedos
no teclado
e nem desliza a caneta
no papel,
não se liberta a minha voz
dentro do peito
para gritar ao mundo inteiro
a dor do amor...

O coração fica abatido
e, sem compasso,
não mais consegue bombear
da vida a seiva.

O corpo lasso desfalece
e dos meus olhos
descem dois rios caudalosos
pela na face.

Gravam caminhos de tristeza
no formato
da poesia que no peito
ficou presa.

BH – 07.08.07

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